terça-feira, 11 de março de 2008

O meu cão é muito macho!... bem, se calhar é só um bocadinho macho, vá!

Uma das lembranças que eu tenho da minha infância foi descobrir (e diga-se, de uma maneira bastante chocante), que o meu cão era – e agora segurem-se – homossexual. Ok, ok, eu sei que quando as cadelas não estão com o cio, os cães têm de se desenvencilhar de alguma maneira, mas naquela altura ninguém me explicou isso. Aliás, eu, á relativamente pouco tempo, pensava que a homossexualidade não entrava no mundo canino… nem no nosso. Mas, posso dizer que esta revelação me chocou bastante na medida em que, depois disso ter acontecido, nunca mis consegui olhar para o meu Snoopy da mesma maneira. Sempre que ele vinha ter comigo para eu lhe fazer uma festinha, eu só conseguia ver á minha frente um cão que tinha saído do armário, afirmando sem medo, a sua homossexualidade. O mais engraçado era que ele parecia estar mais feliz depois de ter mostrado a toda a gente que afinal as fêmeas não lhe diziam muito! Até notei que ele demonstrava bastante interesse em espalhar essa notícia aos quatro ventos com o seu abanar de cauda ligeiramente alegre… demais.

A partir do momento em que se assumiu como gay, ficou mais meigo e a ter mais cuidado com ele mesmo. Passou a não comer qualquer tipo de coisa e a não fazer tantas fitas para tomar banho. Ás vezes lá o ia encontrar sentado na estrada a “galar” o cão do vizinho com o seu ar sedutor.

No início, foi difícil para mim aceitar tudo isso e confesso que para ele também, porque depois disso nenhuma cadela quis estar mais com ele… nem para um “one night stand”!

Neste momento, o Snoopy já não se encontra entre nós, mas guardo na memória todos os momentos que passámos juntos. Lembro-me de pensar, nas horas de maior tristeza, que talvez o Snoopy não fosse totalmente gay; talvez fosse bissexual, porque apesar de tudo, era um cão com bastante charme e que não resistia a um bom pitéu.


Maria João


Nota: não tenho nada contra homossexuais, muito pelo contrário, mas têm de compreender que para uma criança, ver o seu cãozinho envolvido em actos sexuais com outro cão é um pouco… chocante!

Extra, extra

A partir de hoje, esta pequena sociedade blogueira passa a contar com a colaboração de mais uma menina, também ela incrivelmente gira e jeitosa, de seu nome Maria João. Portanto, é mais uma razão para adicionarem este blog aos vossos favoritos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Mas afinal

o que é um "camion"? Alguém sabe? Gostava de ser esclarecida, é que, um jornalista disse que o "camion" não conseguia passar devido à greve dos trabalhadores. Se alguém souber o que é, que me diga. Muito obrigada.

Diana

A Tina Turner e eu

Pois é, na sexta-feira fui cortar o cabelo e foi mais uma experiência traumática para juntar às inúmeras experiências traumáticas que tenho vivenciado ao longo destes 22 anos. O problema não foi o corte, foi o penteado. A cabeleireira desfigurou-me!

Aparentemente estava tudo a correr bem, a senhora cortou-me o cabelo exactamente como lhe pedi: uns 7 centímetros abaixo da orelha e todo espontado. Confesso que até estava a gostar do que via reflectido no espelho.

A coisa começou a ficar complicada quando se iniciou o processo de secagem: de repente ela estava a secar-me o cabelo de tal forma que ele já estava com metade do tamanho e com imenso volume. Mas eu pensava, "que se lixe, quando quando chegar a casa escovo-o e ponho uma fita ou uns ganchos para isto ir ao sítio."

O pior foi quando a cabeleireira decidiu pôr-me laca. Sim, laca! Eu nem tive tempo de dizer que detesto laca, quando dei conta já ela me tinha despejado meia lata de laca em cimma. Senti-me uma mosca a ser pulverizada com insecticida, foi horrivel! (Desde sexta-feira que nutro algum rerspeito, ainda que ínfimo, pelas moscas e vou sugerir à Inês e à Flor que o nome do blog seja alterado para: "Não gosto muito de moscas" ou "Não simpatizo muito com moscas".) Quando a pulverização terminou, olhei para o espelho e quase morri de susto! Sabem quem é que eu vi? A Tina Turner. Sim, eu parecia a Tina Turner (e só me apetecia cantar "you're simply the best"). Em menos de uma hora a cabeleireira tinha-me envelhecido 50 anos e ao levantar-me da cadeira já senti umas fortes "pontadas nas cruzes".

Já na rua e no caminho de regresso a casa, desejei muito ter uma bengala onde me apoiar e foi inevitável arrastar os pés. E sempre que alguém se dirigia a mim eu dizia coisas como: "Ai quem me dera no meu tempo...isto agora já não há respeito."

A grande conclusão que tiro deste episódio é a seguinte: com uma simples secagem de cabelo e uma lata de laca esta senhora faz o trabalho inverso ao de qualquer cirurgião plástico.

Diana

Nota: Ninguém me tira da ideia que foi aquela maldita laca que desencadeou o ataque de sinusite do qual padeço desde então.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

E o prémio Floribella vai para (rufo de tambores):



Heidi Klum, modelo e esposa de Seal, por ter demonstrado um enorme desejo em ajudar Britney Spears a ultrapassar a salgalhada toda em que se meteu nos últimos tempos.”Ela pode telefonar-me e vir viver na nossa casa durante alguns meses”, declarou Heidi.
Contra factos não há argumentos e depois destas declarações o júri – bastante idóneo e ilustre – não teve qualquer dúvida em relação a esta distinção.


Diana

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Estive aqui a pensar e…

Se uma bela mulher é aquela que consegue fazer parar o trânsito, então eu sou uma bela mulher. Isto porque também consigo fazer parar o trânsito, especialmente se atravessar a estrada numa passadeira. Mas quê? Passadeiras não contam? Bolas! Assim não sou, não…PORRA!

Diana

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cartões, papelões e outras confusões

Ai o que eu gosto de andar de transportes públicos – o meu favorito é o metro da linha B (Póvoa de Varzim – Estádio do Dragão) em hora de ponta. Sempre que o faço sou confrontada com uma ou outra situação caricata.

Ainda hoje, por exemplo, entraram no metro 9 pessoas (3 homens e 6 mulheres), que tendo em conta a forma de vestir, a fisionomia e a língua em que se expressavam penso serem dos países de Leste. Quando saíram na Estação da Trindade, pude observar que alguns levavam debaixo do braço um pedaço de cartão, como quem leva um jornal. Até aqui tudo bem, todos nós já andámos com bocados de papelão debaixo do braço. Dá sempre jeito. Se estiver um dia muito quente, o papelão é usado como um leque; se estiver muito sol, o papelão já adquire a função de guarda-sol; se tivermos de esperar muito tempo numa fila e não houver umas cadeirinhas, põe-se o papelãozinho no chão de modo a não sujar as calças.

Contudo, o papelão deles era um papelão diferente. Era daqueles onde se podem ler coisas como: “senhor não ter trabalho e ser muito doente, 5 filhos”. Tendo em conta a hora, a primeira coisa que me veio à cabeça foi, “Olha, estes entram as 8:30 no emprego!”. Curiosamente não estavam acompanhados de crianças e só as mulheres é que tinham cartões.

Abrações

Diana