Uma das lembranças que eu tenho da minha infância foi descobrir (e diga-se, de uma maneira bastante chocante), que o meu cão era – e agora segurem-se – homossexual. Ok, ok, eu sei que quando as cadelas não estão com o cio, os cães têm de se desenvencilhar de alguma maneira, mas naquela altura ninguém me explicou isso. Aliás, eu, á relativamente pouco tempo, pensava que a homossexualidade não entrava no mundo canino… nem no nosso. Mas, posso dizer que esta revelação me chocou bastante na medida em que, depois disso ter acontecido, nunca mis consegui olhar para o meu Snoopy da mesma maneira. Sempre que ele vinha ter comigo para eu lhe fazer uma festinha, eu só conseguia ver á minha frente um cão que tinha saído do armário, afirmando sem medo, a sua homossexualidade. O mais engraçado era que ele parecia estar mais feliz depois de ter mostrado a toda a gente que afinal as fêmeas não lhe diziam muito! Até notei que ele demonstrava bastante interesse em espalhar essa notícia aos quatro ventos com o seu abanar de cauda ligeiramente alegre… demais.
A partir do momento em que se assumiu como gay, ficou mais meigo e a ter mais cuidado com ele mesmo. Passou a não comer qualquer tipo de coisa e a não fazer tantas fitas para tomar banho. Ás vezes lá o ia encontrar sentado na estrada a “galar” o cão do vizinho com o seu ar sedutor.
No início, foi difícil para mim aceitar tudo isso e confesso que para ele também, porque depois disso nenhuma cadela quis estar mais com ele… nem para um “one night stand”!
Neste momento, o Snoopy já não se encontra entre nós, mas guardo na memória todos os momentos que passámos juntos. Lembro-me de pensar, nas horas de maior tristeza, que talvez o Snoopy não fosse totalmente gay; talvez fosse bissexual, porque apesar de tudo, era um cão com bastante charme e que não resistia a um bom pitéu.
Maria João
Nota: não tenho nada contra homossexuais, muito pelo contrário, mas têm de compreender que para uma criança, ver o seu cãozinho envolvido em actos sexuais com outro cão é um pouco… chocante!
A partir do momento em que se assumiu como gay, ficou mais meigo e a ter mais cuidado com ele mesmo. Passou a não comer qualquer tipo de coisa e a não fazer tantas fitas para tomar banho. Ás vezes lá o ia encontrar sentado na estrada a “galar” o cão do vizinho com o seu ar sedutor.
No início, foi difícil para mim aceitar tudo isso e confesso que para ele também, porque depois disso nenhuma cadela quis estar mais com ele… nem para um “one night stand”!
Neste momento, o Snoopy já não se encontra entre nós, mas guardo na memória todos os momentos que passámos juntos. Lembro-me de pensar, nas horas de maior tristeza, que talvez o Snoopy não fosse totalmente gay; talvez fosse bissexual, porque apesar de tudo, era um cão com bastante charme e que não resistia a um bom pitéu.
Maria João
Nota: não tenho nada contra homossexuais, muito pelo contrário, mas têm de compreender que para uma criança, ver o seu cãozinho envolvido em actos sexuais com outro cão é um pouco… chocante!
