sábado, 16 de fevereiro de 2008

Por isso...

Relativamente ao último post publicado pela Flor, intitulado "Hum...Será?", gostaria de dizer, que não é apenas nas aldeias que a Língua Portuguesa é assassinada. Digo isto, porque no 12º ano tive uma professora de Química que embora tivesse vivido toda a vida na capital dizia coisas do calibre de: "de maneiras que", "prontos atão" e "portantos". Por isso...

Diana

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

“Hum… Será?”

“ Eu queria, portantos, que me indicasse, portantos, algo que me ajudasse, portantos, a resolver o meu problema.”
Típico diálogo de quem vive em aldeia, o termo “portantos” tem suscitado curiosidade crescente na minha pessoa. O que leva alguém a utilizar “portantos”? Mas que raio significa “portantos”? C´um caraças, será que significa o mesmo que “portanto”? Hum… Tu queres ver que é!
A minha ignorância levou-me a consultar uma mente brilhante que raramente se engana, vá lá, que nunca falha…o jeitoso dicionário da língua portuguesa!
Após exaustiva consulta, que conclusão? Não existe “portantos”! Que frustração a minha… Já me imaginava detentora de uma sabedoria transcendental, que iria fazer brilharete quando utilizasse “portantos” numa frase!
Mantenho-me pelo “portanto”, portanto! Vida cruel…


Flor

“Manobrador precisa-se!”

Bem, nem sei por onde começar! Confesso que este tema me deixou bastante impressionada.
Quem trabalha no ramo da construção civil e não só conhece perfeitamente o significado de “manobrador”. Um manobrador é um fulano que trabalha com aquelas “máquinas amarelas” que todos os meninos têm quando são pequenos. A coisa até pode parecer fácil, mas conseguir que um bicho daqueles obedeça é uma verdadeira arte! Ora, que o digam dois tipos que resolveram assaltar um supermercado com uma dessas maravilhas da maquinaria, uma retro escavadora, retro prós entendidos. Até aqui nada de mais, o problema é que este bichinho de grandes dimensões não é vendido com manual de instruções como as engenhocas com que estes dois brincaram na infância. Manobrar uma retro requer alguma atitude e conhecimento das potencialidades de tal instrumento!
Mas voltando ao tema, após terem percorrido, durante a madrugada, uma considerada distância até ao supermercado tentaram arrancar a caixa Multibanco com a pobre máquina. Contudo, como não leram as instruções, aconteceu que o bicharoco ficou entalado entre duas colunas da entrada e como se não chegasse ainda rebentou uma conduta de água que accionou o alarme!
Após tal feito, estes ladrões sabichões fugiram com 200 € que encontraram numa das caixas deixando para trás a retro entalada e um carro também roubado.
Meus amigos!!! Já estou como o outro “estudassem”!!!


Flor


P.S.: Onde raio parava o segurança é que ninguém sabe! Hum! Eles “andem” aí e conduzem maquinaria pesada!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

This is Valentine’s day

Porque é que se faz tanta algazarra em torno do Dia de S. Valentim também conhecido por Dia dos Namorados?

A resposta é simples: de entre 365 dias disponíveis num ano, coube aos namorados apenas um, o dia 14 de Fevereiro, enquanto que aos solteiros couberam os restantes 364. Ora, como os casais apaixonados só podem celebrar o seu amor uma vez por ano, a chegada deste dia acaba por deixá-los muito eufóricos, sendo que, têm de aproveitá-lo como se não houvesse amanhã, quer dizer, no caso dos namorados não há mesmo amanhã.

Um forte abraço

Diana

P.S.: Aproveito para dizer ao menino Diogo que me deve um almoço à 7 anos. Sim, eu ainda não me esqueci e tenho provas do que estou a afirmar!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ai os programas da Tarde...

Estou em época de exames e a minha vida está extremamente complicada, isto porque, estudar está a roubar-me tempo precioso à minha principal actividade, que é: fazer nada. Gosto imenso de fazer nada. Para mim, fazer nada é estar toda a tarde deitada no sofá ou na cama a ouvir música e a pensar em cenas parvas. Agora vocês podem dizer, “ Pois, mas pensar já é fazer alguma coisa”. Mas, caso tenham essa ousadia eu respondo, não me contrariem, afinal de quem é o post? Mau, mau parece que vou ter de me chatear. E vocês não me queiram ver chateada, porque eu sou terrível!!!

Então, hoje estava eu, mais uma vez, a tentar estudar para o exame de Optimização na Indústria Química que vou ter amanhã. Digo tentar porque se trata de uma disciplina tão difícil e esquisita que eu não consigo perceber nada e hoje não foi excepção. Fiquei extremamente deprimida e decidi ligar a televisão para dar uma olhadela aos programas da tarde, só não vi o da TVI – também não estava assim tão deprimida!

O Portugal no Coração, apresentado por Tânia Ribas de Oliveira e João Baião, tinha como tema central os reality shows. Foram entrevistados vários ex-concorrentes de reality shows e entre eles destaco António Gamito, que participou no “Surviver” e que a certa altura da entrevista disse qualquer coisa como: “Não, eramos todos portugueses, quer dizer, se calhar havia lá um ou outro que era alentejano.” Penso que os alentejanos não devem ficar melindrados com as palavras do senhor. O que se passa é que, tantos dias isolado numa ilha sem dormir e comer provocaram um esquecimento da geografia de Portugal. Aliás, à uns tempos atrás, o Ministro Mário Lino disse que a margem sul era um deserto, e não consta que estivesse estado isolado em nenhuma ilha e mesmo assim o Primeiro-Ministro José Sócrates não o substituiu.

Entretanto, no programa da SIC, podia ouvir-se Rebeca a cantar um tema intitulado “O que tu queres sei eu” da autoria de Ricardo. A música tem uma letra de tal maneira profunda e sublime que o melhor é ouvirem-na em:

http://rebecaviragem.home.sapo.pt/viragem.html


É bonita ou não é? É sim senhor. Mas, a verdade é que a música ganha uma outra dimensão quando conjugada com a coreografia, principalmente na parte final, mas isso já não vos posso monstrar (e tenho pena).

Diana


Nota: A criação deste post contou com alguma colaboração da Inês(sim, ela existe!)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Breve esclarecimento

A Rita deixou o seguinte comentário ao último post que publiquei:
“oi!!
Parece que de vez em quando até dizes alguma coisa de jeito, fiquei estupefacta com as palavras que escreveste, passaste a tarde a a ler o dicionário?????

Jokitas
Rita”

E eu tenho a dizer que, não foi bem a tarde toda, mas posso garantir que a escrita do post foi uma tarefa que levou bastante tempo a ser executada. É que escrever palermices também demora um bocadinho. No entanto, o que é mais moroso é a construção de um texto minimamente credível e que as englobe. Para um leiga na matéria como eu a tarefa acaba por ser acrescida. Contudo, parece-me que até consegui faze-lo com algum sucesso, uma vez que, na opinião da Rita, o post mais estúpido que já publiquei é “alguma coisa de jeito”.
Já agora, nao recorri ao dicionário, mas sim a uma opção que existe no processador de texto "Sinónimos".

Um grande abraço

Diana

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Pequenas reflexões

Hoje dei por mim, a reflectir sobre algumas expressões usadas pelos portugueses que giram em torno da palavra podre e conclui que são mesmo …humm…patetas, (sim patetas é a palavra que melhor as define). Desta forma, decidi que era meu dever dissecá-las aqui no blog. No entanto, reflecti com tanta intensidade e concentração que fiquei bastante esgotada e não sei se vou conseguir explanar da melhor forma os meus pensamentos, mesmo assim vou tentar (isto sim é altruísmo!).

Tenho ouvido com alguma frequência – e até já dei por mim a proferir – a expressão: “aquele/a é podre de bom/a”, que se usa quando se está na presença de um ser incrivelmente jeitoso. A palavra podre adquire, assim, conotativamente o significado de muito. Mas agora pensem comigo, o que é que se designa de podre? Algo putrefacto, pútrido, estragado, etc, ou seja, uma coisa podre não presta e até cheira mal! Conclusão, esta expressão é uma verdadeira antítese, porque transmite duas ideias contraditórias, uma vez que ninguém é espectacularmente belo se estiver podre e mal cheiroso. Não parece que o seguinte diálogo seja possível:

Gaja Deslumbrada – Hum…és tão giro!
Gajo Podre de Bom – A sério?
Gaja Deslumbrada – Sim esse teu perfume putrefacto deixa-me fora de mim!
Gajo Podre de Bom – Então e qual é a coisa que mais aprecias em mim?
Gaja Deslumbrada – Ui tantas coisas, por exemplo, adoro quando te cai o braço esquerdo. Ficas mesmo atraente!
Gajo Podre de Bom – Por acaso, não é para me gabar, mas sem o braço esquerdo fico muito favorecido… E sem o dedo mindinho da mão direita? Fico mesmo um arraso!
Gaja Deslumbrada – Tanto, tanto…Possui-me imediatamente.
Gajo Podre de Bom – Vamos lá a isso! É pá, PORRA!!!
Gaja Deslumbrada – O que se passa?
Gajo Podre de Bom – Bem… Hoje não vai dar acaba de me cair o…
Gaja Deslumbrada – Ai, não faz mal, és o eunuco mais giro e podre de bom que já vi.

Portanto, meus amigos, esta expressão é mesmo parva, okay? De hoje em diante quem a usar é cocó.

Outra expressão que já todos ouvimos é a “fiquei podre”, que deve ser uma derivação de uma outra, a conhecida “fiquei pior que estragado”, que é usada para exprimir indignação em relação a algo. Acontece que a expressão “fiquei podre”, também é má. Ora imaginem alguém a relatar um acontecimento que o deixou podre: “E é nessa altura que ele me diz que vai ter de me multar e eu fiquei em avançado estado de putrefacção!”. Isto parece-me muito estúpido.

Bom, por hoje é tudo, não vos maço com mais palermices (até porque não me ocorre mais nenhuma).

Diana